Pau-Brasil


O Pau-Brasil (Paubrasilia echinata) pode ser chamado de Mãe das madeiras brasileiras, pois a sua exploração foi o primeiro grande ciclo econômico do Brasil. Essa prática extrativista durou até 1875, com a exportação da madeira  para a fabricação de corantes, construção naval e a marcenaria de luxo. No início dos anos 1600, já se falava em medidas de proteção. Era chamada de Ibirapitanga, em tupi-guarani, onde “ybirá” significa “árvore” e “pintanga” representa “vermelho”. Os colonizadores chamavam de “bersil”, que significava “brasa”. Acabou sendo chamada de Pau-Brasil, mas também é conhecida como pau-vermelho, pau-de-pernambuco, arabutã, ibirapitã, muirapiranga, orabutã, pau-rosado e pau-de-tinta. O ciclo do Pau-Brasil

Era comum, principalmente nos tempos do milagre brasileiro, anos 1970, no dia da árvore, as escolas promoverem o plantio de uma muda ou no pátio da escola, ou na praça próxima. Os exemplares que sobreviveram, são os representantes da espécie.

Por quase 400 anos, o extrativismo do Pau-Brasil se estendeu por todo o país. Em 1978, foi declarada patrimônio nacional através de lei federal que definiu o dia 3 de maio como a data oficial da árvore. Antes da sua quase extinção era uma espécie abundante na Mata Atlântica onde atingia de entre 10 e 15 metros de altura. Possui tronco reto e relativamente fino, com uma coloração cinza-escura. A árvore dá flores amarelas e um extrato que gera uma tinta vermelha.

Madeira musical Além da tinta, o Pau-Brasil é utilizado para a fabricação de arcos de violino. A descoberta foi feita por François Tourte que em 1775, apresentou em Paris, o primeiro arco com essa madeira, dando-lhe o nome de Fernambouc, por ter usado a madeira de uma árvore de Pernambuco. Até hoje, são exportadas madeiras de Pau-Brasil para a Alemanha, a França e os Estados Unidos com a finalidade de virar instrumentos muito valorizados, alguns atingindo a cotação de US$ 10 mil.

Madeira Medicinal A Universidade Federal de Pernambuco, produziu um estudo sobre as propriedades medicinais do pau-brasil, pois acredita-se que a árvore possa ter efeitos antineoplásicos, medicamentos utilizados para destruir neoplasmas ou células malignas e, tem a finalidade de evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores. Um estudo com ratos, a incidência da doença diminuiu em até 87%.



37 visualizações